Uma advogada e uma oficial de Justiça sofreram agressões enquanto cumpriam um mandado de busca e apreensão de veículo na capital paulista. O caso ocorreu quando o proprietário do automóvel e seu pai reagiram à execução da ordem judicial.
Além disso, o episódio acendeu um alerta sobre os riscos enfrentados por profissionais do sistema de Justiça durante diligências.
Cumprimento do mandado de apreensão
Segundo a Aojesp – Associação dos Oficiais de Justiça do Estado de São Paulo, a oficial Marcela Gomes Giorgi conduzia a diligência. Ao mesmo tempo, a advogada Melissa Amorim de França acompanhava o procedimento como representante da empresa autora da ação.
O mandado determinava a localização e apreensão de um carro ligado a um contrato de financiamento em atraso.
Primeiramente, Marcela chegou ao endereço indicado na ordem judicial. No entanto, encontrou uma residência aparentemente vazia, que inclusive exibia uma placa de “vende-se”.
Diante disso, a equipe chamou um chaveiro e um guincho para retirar o automóvel. Além disso, solicitou apoio da Polícia Militar.
Enquanto aguardavam, uma mulher saiu de uma casa vizinha. Ela afirmou conhecer os donos do veículo e disse que entraria em contato com eles. Posteriormente, todos descobriram que ela era esposa do proprietário do carro.
Reação do proprietário gera agressões
Pouco depois, o proprietário do veículo chegou ao local acompanhado do pai. A situação, então, mudou rapidamente.
Nesse momento, a diligência já estava praticamente concluída. O devedor havia sido informado da ordem judicial, entregado as chaves e o auto de apreensão já estava em elaboração.
Quando a advogada Melissa iniciou a retirada do veículo da garagem, o proprietário avançou contra o carro de forma repentina.
Ele forçou a porta enquanto a advogada ainda estava ao volante. Em seguida, arrancou as chaves das mãos dela e quebrou suas unhas.
Logo depois, puxou a advogada para fora do carro pelos braços, pernas e cabelos. Durante a agressão, ele a jogou diversas vezes no chão.
Ameaças à Advogada e Oficial durante a confusão
A confusão rapidamente virou uma luta corporal. Além disso, o agressor passou a ameaçar as duas profissionais.
Segundo relatos, ele afirmou que não tinha mais nada a perder e que, se levassem o carro, ele “acabaria com tudo”.
Em seguida, entrou no veículo pelo lado do passageiro e começou a procurar algo sob o banco. Por isso, as profissionais temeram que ele buscasse uma arma de fogo.
A oficial relatou que, naquele momento, temeu que o agressor atropelasse a advogada.
Fuga após o ataque
Depois das agressões, pai e filho fugiram do local com o carro que seria apreendido. Além disso, levaram outro veículo que também possuía restrições judiciais.
Equipes de socorro levaram a advogada Melissa para uma unidade hospitalar. Ela apresentou diversas escoriações e ficou profundamente abalada com o episódio.
Posteriormente, médicos realizaram exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal.
Já a oficial Marcela relatou que sofreu empurrões e ameaças de morte, embora não tenha tido ferimentos graves.
Polícia investiga o caso
A Polícia Militar recebeu o chamado, porém demorou a chegar devido a uma operação policial paralela na região.
A polícia registrou o caso no 73º Distrito Policial de Jaçanã (SP). Os investigadores apuram crimes de lesão corporal, resistência e roubo.
Agora, os agentes analisam imagens de câmeras de segurança da vizinhança para identificar e localizar os responsáveis pelas agressões.
Fonte: Migalhas





