O ex-sócio da Boate Kiss, Elissandro Callegaro Spohr, começará a cumprir a pena em regime aberto, com uso de tornozeleira eletrônica. Ele recebeu condenação de 12 anos de prisão pelo incêndio que matou 242 pessoas em 2013.
O juiz Roberto Coutinho Borba, da 3ª Vara de Execuções Criminais de Porto Alegre (RS), assinou a decisão. Segundo o magistrado, avaliações técnicas recentes sustentaram a concessão do benefício.
Primeiramente, o Judiciário analisou o atestado de conduta carcerária, que se mostrou plenamente favorável. Em seguida, os laudos social e psicológico não apontaram fatores negativos contra o apenado.
Dessa forma, o juiz concluiu que Elissandro reúne os requisitos legais para a progressão. Além disso, ele já cumpria saídas temporárias, sempre sob monitoramento eletrônico.
Conhecido como Kiko, Elissandro tornou-se o primeiro condenado pelo caso a receber o regime aberto. Anteriormente, a defesa solicitou a progressão ou, de forma alternativa, o livramento condicional. Na época, o Judiciário negou o pedido.
Contudo, com a nova avaliação técnica, o cenário mudou. Assim, o juiz concedeu tanto o regime aberto quanto o livramento condicional.
Apesar do benefício, a decisão impôs condições claras. Elissandro deverá cumprir recolhimento domiciliar das 22h às 6h. Além disso, precisará permanecer sob monitoramento eletrônico contínuo.
Essas medidas, portanto, visam garantir a fiscalização do cumprimento da pena fora do cárcere.
Em agosto deste ano, a 1ª Câmara Especial Criminal do TJ/RS reduziu a pena do ex-sócio. O colegiado diminuiu a condenação de 22 anos e 6 meses para 12 anos, o que, consequentemente, permitiu a progressão de regime.
O incêndio ocorreu em 27 de janeiro de 2013, durante uma festa universitária na Boate Kiss, em Santa Maria (RS). Na ocasião, o vocalista da banda Gurizada Fandangueira acendeu um artefato pirotécnico dentro do local.
Logo depois, fagulhas atingiram a espuma do teto, que entrou em combustão. Em poucos segundos, fumaça tóxica tomou o ambiente. Além disso, o espaço estava superlotado, sem saídas de emergência adequadas e sem equipamentos contra incêndio.
Como resultado, muitas vítimas não conseguiram sair. Outras, embora tenham escapado, retornaram para ajudar e acabaram morrendo. Ao todo, a tragédia deixou 242 mortos e 636 feridos, marcando definitivamente a história do país.
Fonte: Migalhas
Casos judiciais famosos Michael Jackson e a Justiça: os processos, acusações e disputas judiciais que…
Compliance, KYC, KYB e risco jurídico Listas restritivas: o que são, quais são e como…
Mandados, execuções criminais e listas restritivas Como saber se alguém está foragido da justiça? Entenda…
Consulta de risco jurídico Como saber se alguém é procurado pela justiça? Veja como consultar…
Consulta judicial pelo CPF ou nome Como saber se sou procurado pela justiça? Entenda como…
Tributário · Advocacia · IR 2026 Imposto de Renda 2026 para Advogados: Guia Completo Um…