Plataforma Nacional de Saúde: STF encaminha projeto para CNJ

STF conclui e entrega Plataforma Nacional de Saúde ao CNJ

O Supremo Tribunal Federal concluiu o desenvolvimento da Plataforma Nacional de Saúde e formalizou o encaminhamento do sistema ao Conselho Nacional de Justiça. A iniciativa busca, sobretudo, centralizar e organizar as demandas relacionadas ao acesso e à aquisição de medicamentos no âmbito do SUS em todo o Brasil.

Além disso, o projeto pretende melhorar a governança, aumentar a transparência e tornar mais eficiente a tomada de decisões envolvendo políticas públicas de saúde.

Sistema nasce de acordo com repercussão geral

A plataforma resulta de um acordo interfederativo homologado no julgamento do RE 1.366.243, que possui repercussão geral reconhecida no Tema 1.234. O STF concluiu esse julgamento em outubro de 2024, o que viabilizou o avanço do projeto.

Posteriormente, a apresentação oficial do sistema ocorreu em audiência realizada em dezembro de 2025, quando autoridades e técnicos puderam conhecer as funcionalidades iniciais.

Desenvolvimento técnico e fase de transição

O desenvolvimento e os testes da plataforma ocorreram ao longo de 14 meses. A equipe técnica do TRF da 4ª região conduziu os trabalhos, sempre seguindo as diretrizes definidas pelo grupo gestor do STF e contando com a colaboração dos entes federativos.

Agora, conforme decisão do ministro Gilmar Mendes e dentro do cronograma estabelecido, o sistema entra em fase de transição técnica para o CNJ.

CNJ assume testes e governança do sistema

A partir deste momento, o CNJ ficará responsável por realizar testes de usabilidade e estruturar a governança da Plataforma Nacional de Saúde. Essa governança deverá integrar, de forma coordenada, os entes federativos, as agências reguladoras e o Conselho Federal de Medicina.

Segundo o ministro Gilmar Mendes, o STF continuará acompanhando o cumprimento do Tema 1.234. No entanto, isso ocorrerá apenas até que a plataforma esteja em pleno funcionamento e com uso nacional efetivo.

Ferramenta atende médicos, gestores e Judiciário

A plataforma possui diferentes interfaces. Médicos poderão registrar solicitações de medicamentos, enquanto gestores públicos analisarão e aprovarão os pedidos. Além disso, há uma área específica para magistrados, promotores e defensores públicos.

Dessa forma, o Judiciário poderá acompanhar as demandas e exercer o controle judicial sempre que necessário, o que tende a reduzir conflitos e decisões desconectadas das políticas públicas existentes.

Integração com bases de dados da saúde

O sistema é integrado às bases de dados do Ministério da Saúde e do Conselho Federal de Medicina. Assim, ao registrar um medicamento, a plataforma informa automaticamente se ele está previsto na política pública vigente.

Caso o medicamento não esteja incluído, o sistema apresenta dados como custo unitário, custo anual estimado e indica qual ente federativo será responsável pelo pagamento. Com isso, o processo se torna mais transparente e previsível.

Fonte: Migalhas

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