Tecnologia em
linguagem humana
Encontrou um termo estranho na documentação ou numa conversa sobre integração? Aqui você descobre o que significa — em português, com analogias do mundo real.
Nenhum termo encontrado. Tente outra palavra.
Fundamentos
Uma API é um “contrato” que permite que dois sistemas diferentes se comuniquem. Quando você usa a Judit API, está pedindo ao sistema da Judit para buscar dados e devolvê-los para o seu software — sem você precisar entrar manualmente em cada tribunal.
Cada endpoint é um endereço específico dentro de uma API que executa uma função diferente. Na Judit, existe um endpoint para criar consultas, outro para monitoramento e outro para buscar resultados.
REST é um conjunto de regras que define como uma API deve funcionar. A Judit é uma REST API — isso significa que ela usa endereços da web e os verbos HTTP (GET, POST, etc.) para comunicar. A maioria das ferramentas no-code como n8n, Make e Zapier foi feita para trabalhar exatamente com esse padrão.
JSON (JavaScript Object Notation) é o “idioma” que a Judit API usa para enviar e receber dados. Quando você faz uma consulta, o resultado vem em JSON — um formato de texto organizado com chaves e valores, legível tanto por computadores quanto por humanos.
Toda vez que você (ou uma automação) manda uma consulta para a Judit API, isso é chamado de “request” ou “requisição”. Cada request consome parte do seu limite de uso (rate limit) e fica registrado no seu histórico de consumo.
Depois que você faz uma requisição, a API responde com um “response” — que é o conjunto de dados que você pediu. Na Judit, a response traz os dados do processo, movimentações, partes envolvidas, e muito mais.
As APIs usam “verbos” para indicar o tipo de ação que está sendo feita. Na Judit você vai encontrar principalmente três: GET (buscar/ler dados), POST (criar/enviar algo novo) e PATCH (atualizar algo existente).
Autenticação e Acesso
A API Key é uma sequência de letras e números que identifica você (ou sua empresa) na hora de usar a API da Judit. Você a obtém em produto.judit.io/api e deve enviá-la em todas as requisições para provar que você está autorizado.
No n8n, Make ou Zapier, quando for configurar a autenticação, você verá um campo chamado “Authorization”. O valor que vai nele segue sempre o formato: Bearer seguido da sua API Key. O “Bearer” é simplesmente a palavra padrão que diz “quem carrega esta chave tem permissão”.
Alguns tribunais exigem login e senha para acessar processos. O Cofre de Credenciais da Judit é um armazém criptografado onde você guarda essas credenciais com segurança, para que a API possa acessar esses tribunais automaticamente em seu nome.
Dados e Estrutura
Quando você faz uma consulta à Judit API, precisa enviar junto algumas informações: qual CPF/CNPJ quer consultar, que tipo de dado quer receber, etc. Esse conjunto de informações que você envia junto à requisição é chamado de “payload” ou “body” (corpo).
Headers são como a “parte de fora do envelope” — informações que acompanham a requisição mas não fazem parte do conteúdo principal. Na Judit, você sempre precisa enviar no header: a sua autenticação (Authorization) e o tipo de conteúdo (Content-Type: application/json).
Cada consulta, cada monitoramento e cada resposta na Judit recebe um ID único (UUID). Você vai precisar desse ID para buscar o resultado da sua consulta depois — é como um número de protocolo gerado automaticamente.
Quando uma consulta retorna muitos resultados (ex: um CNPJ com dezenas de processos), a API não manda tudo de uma vez. Ela divide em “páginas” e usa um “cursor” — um marcador de posição — para indicar onde a próxima página começa.
Cache é um resultado que fica salvo por um tempo para que consultas repetidas sejam respondidas na hora, sem precisar ir buscar novamente nos tribunais. O TTL (Time to Live, ou “Tempo de Vida”) define por quantos dias esse resultado fica guardado antes de expirar.
A Judit mantém um datalake — uma base de dados massiva com processos de mais de 90 tribunais do Brasil, atualizada continuamente. Quando você consulta pela Judit, está acessando esse datalake, que já tem o trabalho de coleta feito por você.
Automação e Fluxos
Com um webhook, você não precisa ficar perguntando “tem resultado?” de 5 em 5 minutos. Em vez disso, você dá um endereço (URL) para a Judit, e quando o resultado da consulta ficar pronto, ela manda automaticamente para aquele endereço. É a API ligando para você, não você ligando para a API.
Síncrono: você faz o pedido e fica na linha esperando a resposta (funciona para dados já armazenados em cache). Assíncrono: você faz o pedido, a API aceita e responde “recebi, vou processar” — e você busca o resultado depois com o request_id. A maioria das consultas da Judit funciona de forma assíncrona porque buscar em tribunais leva tempo.
Polling é quando seu sistema fica fazendo consultas repetidas para verificar se o resultado de uma requisição assíncrona ficou pronto. É funcional, mas gasta mais requisições do que usar um webhook. Sempre que possível, prefira o webhook.
O Tracking da Judit permite que você “assine” um processo: defina de quantos em quantos dias você quer que a Judit verifique se houve movimentações. Quando tiver algo novo, ela te avisa. É diferente de uma consulta pontual — o monitoramento é contínuo e automático.
No monitoramento da Judit, você define a “recurrence” (recorrência) — um número em dias que indica com qual frequência o sistema deve verificar novidades num processo. Recorrência 1 = verifica todo dia. Recorrência 7 = verifica uma vez por semana.
Erros e Status
Toda requisição recebe um código numérico de resposta. Você vai encontrá-los em qualquer ferramenta de automação. Os principais que você precisa conhecer:
A Judit API permite até 500 requisições por minuto. Se você tentar fazer mais do que isso — por exemplo, numa automação que dispara muitas consultas de uma vez — o sistema vai rejeitar as requisições extras com um erro 429 (Too Many Requests). Basta aguardar um momento e tentar de novo.
Infraestrutura e Conceitos Avançados
SDK (Software Development Kit) é uma coleção de ferramentas, exemplos e código pré-escrito que facilita a integração de desenvolvedores com a API. A Judit oferece um SDK em Python. Se você vai usar ferramentas no-code, não precisa do SDK — ele é para quem escreve código.
Quando a Judit fala em “criptografia end-to-end”, significa que os dados trafegam de um ponto ao outro de forma codificada — nem mesmo quem interceptar a comunicação no meio consegue ler. Isso é especialmente importante para credenciais de tribunais guardadas no cofre.
Postman é um programa gratuito que permite testar chamadas à API de forma visual, sem escrever código. A Judit disponibiliza uma “Collection” do Postman — uma coleção pré-configurada com todas as chamadas da API, pronta para você importar e testar em minutos.
O Hot Storage da Judit é uma camada de dados que já foram coletados e ficam “quentes” — disponíveis para resposta imediata. Quando você faz uma consulta síncrona, está acessando essa camada. A resposta chega em segundos porque os dados já estão pré-processados.
Quando você marca uma consulta como “on_demand: true”, está pedindo para a Judit ir buscar dados frescos direto nos tribunais, ignorando qualquer resultado em cache. É mais lento (precisa ir no tribunal) mas garante dados atualizados na hora.
Tags são etiquetas que você pode adicionar a qualquer monitoramento ou consulta para identificar e agrupar requisições. Por exemplo, você pode taggear todas as consultas de um cliente específico com {"cliente": "Empresa X"} e depois filtrar pelo histórico.
Pronto para colocar em prática?
Agora que você conhece o vocabulário, comece a explorar a plataforma ou obtenha sua API Key para integrar.






