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Resumo
- Em 2025, o Brasil registrou 1.568 feminicídios, representando quase cinco mortes por dia, a maioria cometida por parceiros ou ex-parceiros.
- Nesse contexto, a tragédia da guarda Dayse Barbosa Mattos, assassinada por seu ex-namorado, gerou uma campanha de conscientização sobre a importância de verificar antecedentes criminais.
- Para isso, o uso da plataforma JUDIT permite que mulheres consultem o CPF ou nome de pretendentes para verificar mandados de prisão e processos judiciais disponíveis publicamente.
- Além disso, identificar sinais de alerta, como ciúmes excessivos e isolamento, é crucial para prevenir feminicídios; vale destacar que 98% das vítimas relataram ameaças antes de morrer.
- Por fim, informação é proteção; qualquer mulher pode usar a plataforma JUDIT para fazer consultas rápidas e gratuitas sem necessidade de autorização.
Antes de se envolver: como pesquisar o CPF do seu pretendente na Plataforma JUDIT pode salvar a sua vida
Uma ferramenta gratuita revela mandados de prisão, processos criminais e histórico de violência doméstica em segundos, pelo celular.
Fazer consulta gratuita →O Brasil bate recordes de feminicídio ano após ano. Você pode se proteger antes que seja tarde
Em 2025, o Brasil registrou 1.568 mulheres assassinadas por feminicídio, o maior número desde que o crime passou a ser tipificado, em 2015. Isso representa quase cinco mulheres mortas por dia, a maioria dentro de casa, pela mão de parceiros ou ex-companheiros.
Os dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública são alarmantes: 8 em cada 10 casos de feminicídio envolvem parceiros ou ex-companheiros. Além disso, em 75% das ocorrências, o crime acontece no âmbito íntimo, ou seja, por alguém que a vítima conhecia, confiava e, em muitos casos, amava.
Mas há algo ainda mais perturbador nessa estatística: o feminicídio raramente surge do nada. Especialistas concordam que, na maioria dos casos, trata-se de um crime anunciado, precedido por uma história de violência, ameaças e processos judiciais que permaneceram invisíveis para a vítima simplesmente porque ela não sabia onde procurar.
O crime que chocou o Brasil e o vídeo que viralizou com 9 milhões de visualizações
Na madrugada de 23 de março de 2026, Dayse Barbosa Mattos, de 38 anos, dormia em casa quando o ex-namorado invadiu o quarto e disparou cinco vezes contra sua cabeça. Ela era a primeira mulher a comandar a Guarda Civil Municipal de Vitória (ES), uma autoridade que dedicou a carreira inteira à defesa dos direitos das mulheres e ao combate ao feminicídio. Poucas horas antes de morrer, ela ainda havia compartilhado nas redes sociais um vídeo sobre a importância da independência financeira para “sair de relacionamentos ruins”.
Um crime premeditado e com sinais ignorados
O assassino foi o policial rodoviário federal Diego Oliveira de Souza, que planejou o crime com premeditação: chegou com uma escada para escalar a marquise e trazia na mochila faca, canivete, alicate, carregadores de munição e álcool. O relacionamento já carregava sinais claros de perigo, pois o próprio pai de Dayse presenciou o agressor tentando enforcá-la durante uma das brigas. Ainda assim, não havia registros formais contra ele. Diego não aceitava o fim do relacionamento e, após o crime, tirou a própria vida. A prefeitura de Vitória decretou luto oficial de três dias, e o caso repercutiu em todo o país.
A reação que viralizou e chegou a 9 milhões de pessoas
O caso chocou o país inteiro. Na cidade vizinha, Serra, a maior do Espírito Santo, a Guarda Civil Municipal reagiu de imediato com uma campanha de conscientização sobre violência contra a mulher. No próprio dia da morte de Dayse, a corporação publicou nas redes sociais que “não existe espaço para omissão”. Na semana seguinte, foi além: lançou um vídeo ensinando mulheres a consultar o CPF ou o nome de pretendentes para verificar antecedentes criminais.
“Antes de se apaixonar, você já pesquisou o CPF dele? Ou você só descobre tudo depois do trauma? Como guarda civil municipal, eu preciso te dar uma dica importante.”
Vídeo da Guarda Civil Municipal de Serra (ES) · ~9 milhões de visualizações
O vídeo chegou a quase 9 milhões de visualizações e dividiu opiniões, mas, acima de tudo, abriu os olhos de milhões de mulheres que nunca souberam que essa informação era pública e gratuita. A comandante da Guarda da Serra, Laís Araújo, foi direta ao explicar a iniciativa: “O objetivo é orientar e proteger, porque hoje existem meios legais de fazer essa consulta. Você pode verificar se ele tem passagens, principalmente relacionadas à Lei Maria da Penha. Vale a pena consultar antes de se envolver.”
A ideia é poderosa exatamente pela sua simplicidade: antes de abrir sua casa, sua vida e seu coração para alguém, você pode e deve verificar se essa pessoa carrega mandados de prisão em aberto, processos criminais ou histórico de violência doméstica. O que Dayse não pôde fazer, você ainda pode.
Por que isso importa: o perfil do agressor que ninguém vê
Segundo o relatório do Lesfem/UEL (Laboratório de Estudos de Feminicídios da Universidade Estadual de Londrina), o agressor típico tem 36 anos, age sozinho em 94% dos casos e, na maior parte das vezes, o próprio círculo social da vítima o apresenta como “uma boa pessoa”. Ou seja, a aparência de normalidade é parte do problema.
O ciclo que começa antes da violência física
O problema é que relacionamentos abusivos raramente começam com agressões explícitas. O ciclo se inicia com ciúme apresentado como cuidado, controle disfarçado de proteção e críticas sutis que vão minando a autoestima aos poucos. Quando a violência física finalmente aparece, a mulher já está emocionalmente capturada e romper o vínculo se torna muito mais difícil do que parece de fora.
O histórico que estava disponível, mas ninguém consultou
Mais do que isso: 22% das vítimas de feminicídio em 2025 já haviam registrado denúncias contra seus agressores antes de morrer. Isso significa que esses homens tinham histórico judicial, disponível publicamente, mas que as vítimas não chegaram a acessar. Como resultado, uma informação que poderia ter mudado o desfecho permaneceu oculta por simples desconhecimento.
“Ao menos 70% dos crimes de feminicídio nunca são levados ao Estado, que muitas vezes só consegue perceber depois que a coisa aconteceu.”
Alexandre Patury, secretário de Segurança Pública do DF
Os 7 sinais de alerta que antecedem o feminicídio
Antes de chegar à ferramenta prática, é fundamental reconhecer os comportamentos de risco. Afinal, a consulta judicial é uma camada de proteção, mas o olhar atento ao dia a dia do relacionamento é a primeira. Segundo delegadas, psicólogos e pesquisadores, estes são os padrões que mais se repetem nos casos investigados:
Um estudo realizado no Distrito Federal mostrou que 98% das vítimas de feminicídio sofreram ameaças antes de morrer. Por isso, ignorar esses sinais pode custar a vida: ameaças aumentam o risco de feminicídio em até 40 vezes.
Como consultar o CPF ou nome do seu pretendente na Plataforma JUDIT
Chegamos à parte prática. A Plataforma JUDIT (plataforma.judit.io) reúne em um só lugar o que antes exigia horas de pesquisa manual em dezenas de portais diferentes. Ao contrário do BNMP, que tem interface limitada e só mostra mandados ativos, a JUDIT vai muito além e entrega:
Consulta em tempo real de mandados de prisão ativos diretamente no BNMP 2.0
Histórico completo de mandados já cumpridos, revogados ou expirados
Processos judiciais em todos os tribunais do Brasil
Verificação de execuções penais em curso (SEEU)
Listas internacionais de sanções (OFAC/ONU)
Dados cadastrais associados ao CPF
Passo a passo: como fazer a consulta em minutos
Entre em plataforma.judit.io e faça seu cadastro. O processo leva menos de dois minutos e você já pode testar com consultas grátis.

Em seguida, dê um nome para identificar a busca, por exemplo, “Consulta João Silva”.

No campo indicado, digite o CPF (com ou sem pontuação) ou o nome completo do pretendente. Depois, clique em “+” para adicioná-lo à lista.

Na seção “Dados complementares”, ligue os toggles correspondentes:
- Mandados de prisão: ordens judiciais de prisão em aberto
- Execução criminal: processos de execução penal em andamento
- Restrições: listas internacionais de sanções

Em questão de segundos, a plataforma entrega o panorama judicial completo, com tipo do mandado, status, tribunal emissor, regime e histórico de processos.

A ausência de resultados não garante segurança absoluta. Muitos casos de violência nunca chegam ao conhecimento do Estado. Por isso, trate a consulta como uma camada essencial de proteção, não a única.
O que os resultados podem revelar e o que fazer em cada caso
Após realizar a consulta, você pode se deparar com quatro situações distintas. Entender o que cada uma significa é tão importante quanto fazer a pesquisa em si.
Nesse caso, a pessoa tem uma ordem judicial de prisão em aberto, seja preventiva (durante investigação), temporária ou definitiva (após condenação). Diante disso, encerre o contato imediatamente e, se necessário, comunique às autoridades.
Processos ligados à Lei Maria da Penha, ameaça, lesão corporal, descumprimento de medida protetiva ou crimes sexuais são sinais graves de alerta. Nessa situação, antes de qualquer decisão, busque orientação jurídica e apoio emocional com profissionais de confiança.
Mesmo que já encerrados, processos de violência doméstica revelam um padrão de comportamento que tende a se repetir. Por isso, proceda com cautela e converse com pessoas próximas antes de avançar no relacionamento.
Um bom sinal, mas não motivo para baixar a guarda. A subnotificação ainda é um problema real no Brasil e muitos agressores nunca chegaram a ter ocorrências formais registradas contra eles.
O que fazer se você identificar riscos
Identificar um sinal de alerta, seja na consulta judicial, seja no comportamento do pretendente, pode gerar medo e insegurança. Mas lembre-se: você não está sozinha e existem canais prontos para te ajudar.
“Antes de abrir as portas da sua casa e da sua vida para uma nova relação, procure saber quem é aquela pessoa. Ter cautela, ir com calma, sem apressar os passos, também é importante.”
Delegada Adriana Romana, chefe da DEAM-DF
Informação é proteção: compartilhe este conteúdo
Desde a criação da Lei do Feminicídio, em 2015, mais de 13.700 mulheres perderam a vida no Brasil por serem mulheres. Só em 2025, o Judiciário brasileiro recebeu 12.012 novos processos de feminicídio, mais de 32 por dia.
Uma ferramenta ao alcance de todas
Apesar de todos esses números, a tecnologia hoje permite que qualquer mulher, em qualquer canto do Brasil, faça em segundos uma verificação que pode mudar o curso de sua vida. A Plataforma JUDIT oferece 3 consultas grátis para teste e planos para pessoa física a partir de R$ 9,90/mês, sem exigir nenhum conhecimento técnico. Em outras palavras, qualquer mulher com acesso a um celular pode fazer essa consulta agora mesmo.
Compartilhe este artigo. Mande para uma amiga, uma filha, uma irmã. Porque informação é a primeira linha de defesa e ela começa com um CPF.
Faça a consulta agora: é gratuito
3 consultas grátis para testar · Planos a partir de R$ 9,90/mês · Resultado em segundos
Acessar a Plataforma JUDIT → Sem cartão de crédito · Sem conhecimento técnicoPerguntas frequentes
Posso consultar o CPF de outra pessoa sem autorização?
Sim. O CPF é um dado de domínio público e processos judiciais são, em sua maioria, informações públicas. Por isso, qualquer pessoa pode consultar mandados de prisão e histórico processual, sem necessidade de procuração ou autorização do titular.
A consulta na Plataforma JUDIT é gratuita?
A plataforma disponibiliza 3 consultas gratuitas para teste. Para verificações mais completas, existem planos pagos a partir de R$ 9,90/mês. Crie sua conta gratuita aqui →
O que é o BNMP e por que a JUDIT vai além?
O Banco Nacional de Mandados de Prisão é o sistema oficial do CNJ que centraliza mandados expedidos pelos tribunais do país. A JUDIT consulta o BNMP em tempo real e, além disso, acrescenta histórico completo, incluindo mandados já cumpridos ou revogados, que o BNMP sozinho não exibe.
E se o nome for muito comum?
Nesse caso, use o CPF para garantir uma busca precisa. Se não tiver o CPF disponível, insira o nome completo e refine os resultados com data de nascimento, estado ou outras informações que você já conheça sobre a pessoa.
A pessoa consultada recebe algum aviso?
Não. As partes de um processo não recebem nenhuma notificação quando alguém acessa as informações. A consulta é completamente sigilosa para quem a realiza.
A ausência de resultados garante que a pessoa é segura?
Não totalmente. A subnotificação é um problema real no Brasil e muitos casos de violência nunca chegam ao Estado. Além da consulta judicial, observe os comportamentos da pessoa e confie na sua intuição. A consulta é uma camada de proteção, não a única.






