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Congresso aprova aumento de pena por abandono de idoso e PCD

Na última terça-feira (17), o Congresso Nacional deu um passo decisivo ao aprovar um projeto de lei que endurece a punição para quem abandona idosos ou pessoas com deficiência. Dessa forma, o texto segue agora para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deverá analisá-lo nos próximos dias.

Nova pena pode chegar a 12 anos de reclusão

Anteriormente, a legislação previa apenas de seis meses a três anos de detenção para o crime de abandono de idoso e PCD. Agora, no entanto, a nova regra estabelece pena de dois a seis anos de reclusão. Além disso, caso o abandono resulte em lesão corporal grave ou até mesmo na morte da vítima, a punição pode chegar a doze anos de prisão.

Assim, a proposta amplia significativamente a gravidade da infração, equiparando o crime de abandono a outras práticas severamente punidas pelo Código Penal.

Projeto unifica propostas e acelera tramitação

Para viabilizar a aprovação com mais rapidez, os parlamentares decidiram unificar dois projetos distintos: um do senador Flávio Arns (PSB-PR) e outro, arquivado, do ex-senador Romário (PL-RJ). Essa fusão estratégica permitiu construir um texto final mais completo e com maior apoio político.

Como resultado, o projeto tramitou de forma célere tanto no Senado quanto na Câmara, demonstrando o consenso em torno do tema.

Relator defende resposta firme do Estado

Durante a apresentação do parecer, o deputado Duarte Júnior (PSB-MA) afirmou que o Estado precisa agir com firmeza diante de um problema que, infelizmente, ainda é recorrente. Segundo ele, o abandono de idosos e PCDs exige uma resposta imediata, contundente e exemplar.

Além disso, ele destacou que a proposta visa corrigir uma lacuna histórica na proteção de grupos que tradicionalmente enfrentam negligência, como idosos e pessoas com deficiência.

Parlamentares reforçam papel da família e do Estado

Ao longo das discussões, diversos parlamentares ressaltaram que o abandono de vulneráveis representa uma violação grave da dignidade humana. Por isso, é essencial que tanto a família quanto o Estado assumam responsabilidades conjuntas.

Ademais, os deputados defenderam maior fiscalização e o fortalecimento da rede de assistência social, para garantir que a nova legislação traga resultados práticos e efetivos.

Sanção presidencial deve ocorrer em breve

Com a aprovação no Congresso já concluída, falta apenas a sanção do presidente da República para que a nova regra entre em vigor. Caso isso ocorra, o Brasil avançará no combate à negligência institucional e familiar, fortalecendo ainda mais os direitos das pessoas mais vulneráveis.

Portanto, a nova lei surge como um importante instrumento para consolidar políticas públicas de cuidado, prevenção e punição em casos de abandono.

Fonte: Consultor Jurídico

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