O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que fundos de pensão não podem aplicar regras diferentes para homens e mulheres. A medida reforça o princípio da igualdade de gênero, previsto na Constituição Federal e em tratados internacionais dos quais o Brasil faz parte.
O julgamento envolveu a Fundação Petrobras de Seguridade Social (Petros), que adotava prazos distintos para a aposentadoria complementar, de acordo com o sexo dos participantes. Mulheres usufruíam do benefício por um período maior, pois se aposentavam mais cedo, seguindo as normas da previdência pública.
No entanto, conforme destacou o relator, ministro Gurgel de Faria, essa diferenciação feriu o artigo 5º da Constituição, que garante igualdade entre homens e mulheres. Além disso, o STJ entendeu que a regra gerava um desequilíbrio contratual entre os integrantes do fundo, algo inaceitável em regimes de previdência privada.
Com isso, a decisão do STJ cria um precedente relevante: fundos de pensão deverão aplicar critérios iguais para todos os participantes, independentemente do gênero. Essa uniformidade fortalece a justiça contratual e orienta a atuação de entidades fechadas de previdência complementar daqui em diante.
Casos judiciais famosos Michael Jackson e a Justiça: os processos, acusações e disputas judiciais que…
Compliance, KYC, KYB e risco jurídico Listas restritivas: o que são, quais são e como…
Mandados, execuções criminais e listas restritivas Como saber se alguém está foragido da justiça? Entenda…
Consulta de risco jurídico Como saber se alguém é procurado pela justiça? Veja como consultar…
Consulta judicial pelo CPF ou nome Como saber se sou procurado pela justiça? Entenda como…
Tributário · Advocacia · IR 2026 Imposto de Renda 2026 para Advogados: Guia Completo Um…