Gravação de podcast da Judit.io com participação da Plinq, com dois convidados conversando em estúdio com microfones

Estudo de Caso: Como a Plinq Usa a API da Judit para Proteger Mulheres com Dados Judiciais

Como a Plinq Usa a API da Judit para Proteger Mulheres com Dados Judiciais | Judit Blog
Case de Uso Femtech · Segurança

Como a Plinq Usa a API da Judit para Proteger Mulheres com Dados Judiciais

Abril 2026 12 min de leitura

“Eu fiquei com aquilo na cabeça. Pensei em quantas mulheres já passaram por algo parecido simplesmente por não terem acesso fácil à informação.”

— Sabrine Matos, fundadora da Plinq
1.518 feminicídios no Brasil em 2025 — record histórico (Ministério da Justiça)
35k usuárias da Plinq em menos de 8 meses de operação
R$2,2M ARR em 3 meses — crescimento de 300% ao mês nas fases iniciais
90+ tribunais brasileiros cobertos pela Judit API — cobertura nacional real


O dado que nenhuma busca nas redes sociais encontra

O Brasil registrou 1.518 feminicídios em 2025 — o maior número desde a tipificação do crime em 2015. Quatro mulheres mortas por dia. Em 2024, foram 1.458. Em dois anos consecutivos, o país bateu recordes. O Judiciário recebeu 959 mil novos casos de violência doméstica apenas em 2024 — uma nova ação a cada 33 segundos.

O paradoxo brutal desse cenário: boa parte dessas mortes tem história registrada. Processos por ameaça, agressão, cárcere privado, violência psicológica — arquivados nos portais dos tribunais brasileiros, públicos por lei, invisíveis na prática. A vítima não os vê porque não sabe procurar. E quando sabe, o judiciário brasileiro tem 90 sistemas distintos, cada um com sua interface, seu CAPTCHA, sua arquitetura.

Foi exatamente esse vão — entre o que o judiciário sabe e o que a mulher consegue acessar — que Sabrine Matos decidiu fechar.


O caso que virou produto

Em fevereiro de 2025, a jornalista Vanessa Ricarte foi assassinada a facadas pelo ex-noivo em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Durante o namoro, Vanessa desconhecia que o homem respondia a pelo menos 14 processos por violência doméstica em tramitação nos tribunais.

A investigação policial revelou o que as redes sociais jamais mostrariam: o agressor tinha um histórico documentado de agressões a outras mulheres. Tudo registrado. Tudo público. Tudo inacessível para quem mais precisava.

Sabrine Matos, 29 anos, de Curitiba, viu a reportagem sobre o caso ao lado da mãe.

“A Vanessa era como eu, como você. E morreu porque não sabia com quem estava lidando.”

Ela nunca havia programado na vida. Trabalhava com marketing de crescimento. Mas tinha um problema concreto e uma ferramenta nova: o Lovable, plataforma de desenvolvimento no-code por IA. Em 45 dias, ao lado do sócio Felipe Bahia, colocou a primeira versão da Plinq no ar.

O nome vem do som de um cadeado se fechando.


▶ Assista ao episódio completo do Judcast com Sabrine Matos

Sabrine Matos conta no Judcast como a Plinq foi construída e por que a Judit foi a escolha certa para a camada de dados judiciais do produto.

Quem é a Plinq

Lançada em maio de 2025, a Plinq é uma plataforma de background check para segurança feminina: permite que mulheres consultem antecedentes criminais e registros de processos judiciais de qualquer pessoa a partir do nome, CPF ou telefone.

O sistema cruza dados públicos de tribunais de justiça, diários oficiais e o Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP) e devolve o resultado em um relatório categorizado por nível de risco:

  • 🔴 Red flag — registros que exigem atenção imediata: processos criminais, violência doméstica, mandados ativos
  • 🟡 Yellow flag — ocorrências que merecem investigação antes de avançar
  • 🟢 Green flag — ausência de registros públicos (com aviso de que isso não garante comportamento seguro)

A proposta é radical na sua simplicidade: democratizar uma informação que empresas de RH e instituições financeiras acessam há anos, mas que nunca esteve disponível para a mulher que está prestes a encontrar alguém pela primeira vez.

“Tudo o que existia até então é reativo. O botão de pânico, a patrulha policial, o abrigo. Eu queria algo preventivo.”

O modelo de assinatura custa R$ 97 por ano com acesso ilimitado, ou R$ 27 para uma consulta única. Em seis meses de operação, a Plinq acumulou R$ 500 mil em receita. Com crescimento de 300% ao mês nas fases iniciais, chegou a ARR de R$ 2,2 milhões em três meses. A meta para 2026 é R$ 10 milhões.

Em março de 2026, a startup recebeu o primeiro aporte de Anton Osika, CEO da Lovable — seu primeiro investimento no Brasil. A Plinq captava uma rodada pré-seed de R$ 1,5 a 2 milhões.

Os números da tração falam por si: – 35 mil usuárias em menos de 8 meses de operação – Meta de 3 milhões de usuárias em 2026 – 200+ situações de risco evitadas documentadas (número real é substancialmente maior, diz a fundadora) – 80% das consultas são sobre parceiros amorosos — o restante vai de motoristas de app a médicos e colegas de trabalho


Lovable, vibe coding e a startup que o mundo não esperava

Sabrine Matos não sabia escrever uma linha de código quando teve a ideia da Plinq. O que ela tinha era uma missão urgente e acesso a uma ferramenta que estava redefinindo quem pode construir um produto digital: o Lovable.

A Lovable é uma startup sueca fundada em 2023 por Anton Osika e Fabian Hedin. Sua plataforma de IA permite criar sites e aplicativos completos a partir de comandos em linguagem natural — sem programação. Em menos de um ano de operação, a empresa ultrapassou US$ 100 milhões em receita recorrente anual e atingiu valuation acima de US$ 1,8 bilhão, tornando-se um dos crescimentos mais rápidos da história do setor.

Foi com o Lovable que Sabrine construiu a Plinq do zero em 45 dias — do front-end à lógica de scoring de risco, passando pelas integrações com fontes de dados públicos. A técnica ficou conhecida como vibe coding: descrever o que você quer em linguagem natural e deixar a IA transformar em produto funcional.

“Se o Lovable não existisse, a Plinq nunca teria visto a luz do dia. Construí tudo nele — o site, o app desktop, os fluxos de backend — sem diploma de engenharia.”

— Sabrine Matos, fundadora da Plinq

O resultado chamou a atenção da própria Lovable, que passou a citar a Plinq como um de seus principais cases globais — ao lado de empresas de países como EUA e Reino Unido. Para uma fundadora brasileira de marketing, sem sócios técnicos, o reconhecimento internacional foi tanto validação do produto quanto amplificador de crescimento.

A cobertura da Exame em setembro de 2025 — “Aos 28 anos, ela criou um site para alertar mulheres quando o boy é cilada” — viralizou nas redes sociais e acelerou o crescimento orgânico da base de usuárias. Em menos de dois meses do lançamento, a Plinq já tinha 10 mil cadastros.

O problema técnico: 90 tribunais, um único produto

O coração do produto da Plinq é a qualidade dos dados judiciais que entrega. E aqui reside o desafio técnico que nenhum talento em marketing consegue contornar: o judiciário brasileiro é fragmentado por design.

São mais de 90 tribunais ativos — TJs estaduais, TRTs, TRFs, tribunais superiores, BNMP, SEEU — cada um com seu sistema, seu ritmo de atualização e sua arquitetura de acesso. Além dos sistemas mais conhecidos (PJe, eSAJ, eProc, PROJUDI), há sistemas regionais com pouca documentação e acesso inconsistente.

Para uma startup construída sem time de engenharia própria, manter scrapers e integrações para cobrir esse universo seria operacionalmente impossível. Uma cobertura parcial criaria o pior resultado possível: um produto que diz “sem registros” para alguém que na verdade tem histórico — só que em um tribunal não coberto.

Falso negativo nesse contexto não é apenas erro técnico. É risco de vida.


A decisão: integrar a API da Judit

A solução da Plinq foi concentrar toda a inteligência de produto na experiência da usuária e delegar a camada de infraestrutura de dados judiciais para quem já havia resolvido esse problema: a Judit.

A integração conectou o backend da Plinq à Judit API, que entrega cobertura nacional de processos judiciais via uma única chamada REST:

O que a Judit fornece à Plinq

Consulta de processos judiciais por CPF – Todos os processos em todos os tribunais cobertos em que o CPF aparece – Polo da parte: ativo (autor) ou passivo (réu) – Área do direito: criminal, trabalhista, civil, tributário – Fase processual e status – Data de distribuição e última movimentação – Valor da causa quando disponível

Consulta de mandados de prisão (BNMP) – Mandados ativos diretamente do Banco Nacional de Mandados de Prisão – Tipo do mandado, regime, dispositivo legal infringido – Status: pendente, cumprido ou revogado

Execuções penais (SEEU) – Histórico de cumprimento de sentença penal – Vara de execução e tribunal de origem

Cobertura nacional real Todos os Tribunais de Justiça estaduais (1ª e 2ª instâncias), Tribunais Regionais Federais (TRF1 ao TRF6), Tribunais Regionais do Trabalho (TRT1 ao TRT24), STF, STJ, TST e acesso ao BNMP e SEEU — em uma única integração.


Por que isso importa especificamente para a Plinq

Para a maioria das aplicações B2B de dados judiciais, cobertura parcial gera ineficiência. Para a Plinq, gera algo mais grave: a usuária pode receber um relatório “limpo” para alguém que tem histórico de violência registrado em um estado diferente do atual de residência.

O agressor de Vanessa Ricarte poderia ter aparecido como “green flag” em uma plataforma com cobertura estadual limitada — seus 14 processos poderiam estar distribuídos por diferentes instâncias e locais ao longo da vida. A cobertura nacional não é diferencial: é requisito mínimo para que o produto tenha integridade.

A Judit cobre esse requisito com dados atualizados diretamente dos sistemas dos tribunais — não de bases replicadas com defasagem —, o que garante que um mandado expedido recentemente apareça na consulta em tempo próximo ao real.


O modelo de produto: dados judiciais como feature de segurança

A Plinq representa um modelo de negócio inédito no Brasil: dados judiciais como produto direto ao consumidor feminino, não como camada técnica para empresas.

Antes da Plinq, acesso a dados judiciais estruturados era domínio de: – Empresas de RH fazendo background check corporativo – Fintechs consultando risco de crédito – Departamentos jurídicos gerenciando carteiras – Compliance officers verificando sócios

A Plinq democratizou esse acesso para um segmento que nunca o havia tido — e que talvez seja o que mais precisa dele.

O modelo de precificação reflete isso: R$ 97 por ano é deliberadamente acessível. Uma consulta única por R$ 27 elimina a barreira de entrada. A proposta não é volume de consultas corporativas — é garantir que qualquer mulher brasileira possa fazer uma verificação antes de um encontro, independente de renda.


O aporte do CEO da Lovable e a projeção de R$ 10 milhões

Em março de 2026, a Plinq anunciou o primeiro investimento externo de sua história: um aporte de Anton Osika, CEO e cofundador da Lovable, feito como pessoa física. O valor não foi divulgado, mas o movimento marcou a estreia do executivo sueco em aportes no Brasil.

A rodada permaneceu aberta para outros investidores-anjo, com meta de captar R$ 1,5 milhão até o final de março de 2026. Os recursos seriam direcionados principalmente ao lançamento do aplicativo mobile — que, além da consulta de antecedentes, incluiria verificação social, rastreamento de segurança, fórum comunitário protegido por anonimato e bloqueio de capturas de tela.

Com o app, o modelo de monetização também evolui: a assinatura mensal passaria a custar R$ 14 — um preço acessível que amplia o alcance do produto para mulheres de menor renda. Em paralelo, a Plinq negocia contratos com governos estaduais para desenvolvimento de tecnologia de prevenção à violência doméstica, além de criar um espaço publicitário no app para marcas com público feminino.

O histórico de crescimento justifica a ambição:

  • Dia 1 de go-live: 3 mil usuárias
  • 2 meses: 10 mil usuárias
  • 6 meses: 45 mil usuárias e mais de 50 mil pesquisas realizadas
  • Receita nos primeiros 6 meses: R$ 500 mil
  • ARR projetado: R$ 2,2 milhões
  • Meta 2026: R$ 10 milhões em receita e 2 milhões de downloads nos 3 primeiros meses do app

A escala da demanda: por que o produto cresceu tão rápido

O crescimento de 300% ao mês nas fases iniciais da Plinq não foi acidental. Ele reflete o tamanho de uma demanda que nunca havia sido atendida.

O Brasil de 2025 tem: – 37,5% das mulheres com 16+ anos que sofreram alguma forma de violência nos últimos 12 meses — a maior taxa registrada desde 2017 (America’s Quarterly / DataSenado) – 959 mil novos casos de violência doméstica que chegaram ao judiciário em 2024 (CNJ) – 3,7 milhões de mulheres que relataram sofrer violência doméstica ou familiar no último ano (DataSenado) – 4 feminicídios por dia em 2025 — ano de record histórico (Ministério da Justiça)

Ao mesmo tempo, a informação que poderia prevenir parte dessa violência já existe nos portais dos tribunais. A distância entre o dado e a pessoa que precisa dele era tecnológica, não legal. A Plinq — apoiada na infraestrutura de dados da Judit — fechou essa distância.


Além do relacionamento amoroso: os casos de uso que surgiram organicamente

O design original da Plinq focava em parceiros românticos — o caso da Vanessa Ricarte foi o catalisador. Mas as próprias usuárias expandiram o produto.

Hoje, 20% das consultas na plataforma não são sobre relacionamentos. As usuárias relatam usar a Plinq para verificar: – Motoristas de app de carona antes de embarcar – Médicos e profissionais de saúde antes de consultas – Prestadores de serviço que acessam a residência – Colegas de trabalho em contextos de assédio documentado

Isso revelou uma demanda latente muito maior: mulheres precisam de informação de segurança contextualizada em múltiplas situações do cotidiano, não apenas no dating. A versão B2B do produto — para empresas de RH, plataformas de contratação e marketplaces — estava sendo desenvolvida para lançamento ao longo de 2026.


O que esse case ensina sobre dados judiciais como produto de impacto social

A Plinq ilustra um ponto que o mercado corporativo de dados jurídicos raramente tematiza: o impacto social de democratizar o acesso a dados processuais públicos.

Quando uma fintech usa dados judiciais para score de crédito, o benefício é financeiro e operacional. Quando a Plinq usa os mesmos dados, o benefício é físico — pode literalmente salvar uma vida.

Isso coloca os dados judiciais em uma categoria nova: não apenas inteligência de risco empresarial, mas ferramenta de proteção individual. E levanta uma questão importante para o mercado de infraestrutura jurídica: quantas outras categorias de uso ainda não foram descobertas porque o acesso técnico era uma barreira impossível para fundadores sem engenharia?

A Plinq foi construída sem um desenvolvedor, em 45 dias, por uma fundadora de marketing. Isso só foi possível porque a camada de acesso aos dados — a parte tecnicamente difícil, a parte que exige manter 90 integrações com tribunais — foi resolvida por outra empresa.


Desafios e limites: segredo de justiça e processos não indexados

A Plinq enfrentou — e ainda enfrenta — um problema que a própria natureza dos dados judiciais impõe: processos em segredo de justiça não aparecem.

Por lei, processos sigilosos não estão disponíveis em consulta pública. Isso inclui uma parcela dos processos de violência doméstica que tramitam sob esse regime — exatamente os mais relevantes para o produto.

A fundadora reconhece a limitação:

“Quando um processo corre em segredo de justiça, não consigo entregar. Entendo a frustração das usuárias. Por isso estamos trabalhando para implementar tecnologia que consiga detectar mandados de prisão ativos e estamos fazendo uma mobilização para pressionar o judiciário quanto ao segredo de justiça para réus reincidentes.”

Essa tensão — entre privacidade processual e segurança feminina — é um debate jurídico real no Brasil. A Plinq posicionou-se ativamente no debate político: participou do Levante Mulheres Vivas em dezembro de 2025, distribuindo materiais sobre a campanha de criminalização da misoginia e o fim do segredo de justiça para réus em casos de violência doméstica.


O contexto do produto: femtech de impacto na conjuntura brasileira

A Plinq surgiu no momento em que a combinação de três forças criou uma janela: a crise de feminicídios (que atingiu recorde consecutivo em 2024 e 2025), a democratização de ferramentas de desenvolvimento no-code (Lovable como plataforma) e a maturação de infraestrutura de dados judiciais via API (Judit como camada de dados).

Remova qualquer um dos três elementos e a Plinq não existe nessa forma: – Sem a urgência social do feminicídio, não há demanda visceral – Sem o Lovable, uma fundadora sem código não consegue construir em 45 dias – Sem a Judit, o produto não tem cobertura nacional confiável de dados processuais

Esse case é, portanto, também um case de ecossistema: o que se torna possível quando infraestrutura técnica de qualidade — dados judiciais — está acessível para qualquer produto construir por cima.


Dados-chave do case

Dimensão Detalhe
Empresa Plinq — plataforma de segurança feminina com background check judicial
Fundadora Sabrine Matos, 29 anos, Curitiba/SP — sem formação técnica
Origem Feminicídio de Vanessa Ricarte (fev/2025): 14 processos de violência doméstica que ela desconhecia
Lançamento Maio de 2025 — MVP em 45 dias usando Lovable (no-code AI)
Dado central Antecedentes criminais + processos judiciais + mandados de prisão (BNMP)
Infraestrutura API da Judit para acesso a 90+ tribunais brasileiros
Cobertura Nacional: TJs, TRFs, TRTs, STF, STJ, BNMP, SEEU
Usuárias 35 mil em 8 meses; meta de 3 milhões em 2026
Receita R$500k em 6 meses; ARR de R$2,2M; meta de R$10M em 2026
Impacto 200+ situações de risco documentadas evitadas
Investimento Pré-seed de R$1,5M–2M; aporte do CEO da Lovable (Anton Osika)
Preço R$97/ano ilimitado ou R$27 por consulta única

Perguntas que esse case responde para fundadores e gestores de produto

Uma plataforma consumer pode usar dados judiciais públicos sem violar a LGPD?

Sim. Dados processuais são públicos por determinação legal — disponíveis nos portais de todos os tribunais brasileiros. O acesso programático a fontes públicas com finalidade legítima e rastreabilidade é compatível com a LGPD. A Plinq explicita que usa apenas dados de consulta pública e não acessa registros sigilosos. A base legal adequada (legítimo interesse + segurança pública) sustenta o caso de uso.

Por que dados judiciais de um único estado não funcionam para esse produto?

Porque agressores domésticos mudam de endereço. Processos de violência doméstica podem ter sido distribuídos em qualquer estado ao longo da vida do réu. Um produto com cobertura estadual pode retornar “sem registros” para alguém com histórico extenso em outro estado. Cobertura nacional não é diferencial — é integridade do produto.

O produto é apenas para relacionamentos amorosos?

Não. As próprias usuárias expandiram os casos de uso para motoristas, médicos, prestadores de serviço e colegas de trabalho. A Plinq começou como proteção no dating, mas revelou uma demanda mais ampla: mulheres precisam de informação de segurança em múltiplos contextos do cotidiano.

Por que a Plinq não construiu sua própria integração com os tribunais?

Porque não faz sentido. A Plinq é especialista em produto, UX e distribuição para o público feminino. Construir e manter 90 integrações com sistemas de tribunais distintos exigiria um time de engenharia dedicado, custo operacional alto e tempo que o mercado não permitia. A Judit já havia resolvido esse problema. Integrar foi a decisão correta.

Quais dados são retornados pela consulta?

Processos judiciais em todos os tribunais cobertos (polo, área, fase, valor, última movimentação), mandados de prisão ativos via BNMP (tipo, regime, dispositivo legal) e execuções penais via SEEU. Processos em segredo de justiça não são retornados — limitação legal que a fundadora reconhece e ativamente debate no campo público.


Sobre a Plinq

Plataforma de segurança feminina fundada em maio de 2025 por Sabrine Matos e Felipe Bahia. Permite que mulheres consultem antecedentes criminais e processos judiciais de parceiros, colegas e prestadores de serviço. 35k usuárias, ARR de R$2,2M, meta de R$10M em 2026.

plinq.com.br →

Sobre a Judit

Infraestrutura de dados judiciais do Brasil. API com cobertura de 90+ tribunais — TJs, TRFs, TRTs, STF, STJ, BNMP e SEEU — em tempo real. Mais de 300 empresas usam a Judit para decisões baseadas em dados jurídicos confiáveis.

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