Notícias

Juízes e promotores terão fiscalização por geolocalização

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) apresentaram minutas de resoluções que reforçam a obrigatoriedade de residência de juízes e membros do MP nas comarcas onde atuam. Dessa forma, os órgãos buscam regulamentar de maneira mais clara o exercício presencial das funções e reduzir as exceções que permitem o trabalho fora da sede.

Regras para magistrados: presença mínima e limites

Segundo a minuta do CNJ, juízes titulares devem morar na comarca ou subseção judiciária. Além disso, só poderão realizar audiências e atendimentos remotos quando houver autorização expressa da Corregedoria.

Quando houver exceções, elas não poderão ultrapassar 100 quilômetros da sede e dependerão de comprovação de produtividade compatível com as metas fixadas. Situações de saúde ou de segurança também poderão justificar o pedido, mas a autorização terá prazo máximo de 12 meses, com possibilidade de renovação.

Outro ponto relevante é a exigência de comparecimento presencial em pelo menos quatro dias da semana. Nesse caso, não haverá ressarcimento de despesas. Assim, quem descumprir a regra poderá responder por infração funcional grave.

Para garantir a aplicação, as corregedorias acompanharão os magistrados com relatórios semestrais, correições periódicas, registro eletrônico de presença, biometria e geolocalização.

Regras para membros do Ministério Público: condições mais rígidas

O CNMP estabeleceu critérios semelhantes para promotores e procuradores. Eles deverão residir na comarca onde atuam e, portanto, só poderão trabalhar remotamente em caráter excepcional.

A autorização terá validade de até 12 meses, será pessoal e revogável a qualquer momento. Para obtê-la, o membro do MP precisará demonstrar produtividade adequada, idoneidade disciplinar e ausência de processos parados por mais de 120 dias.

Além disso, a fiscalização ficará sob responsabilidade das corregedorias, que usarão painéis de inteligência e ferramentas de geolocalização para acompanhar a presença física.

Modernização e transparência administrativa

Com a proposta, o CNMP revoga a resolução 26/07 e atualiza a norma em razão dos avanços tecnológicos. Já o CNJ busca consolidar entendimentos sobre a residência obrigatória e, ao mesmo tempo, fortalecer o controle administrativo. Assim, as duas medidas caminham para garantir maior transparência e presença efetiva de magistrados e promotores em suas funções.

Fonte: Migalhas

Judit

Recent Posts

Assistente jurídico: consulte processos, riscos e dados criminais em segundos

Assistente Jurídico com IA: consulte processos, BNMP e riscos em segundos | JUDIT Quando alguém…

14 horas ago

Jurimetria: como dados jurídicos transformam decisões estratégicas

Entenda como a jurimetria utiliza dados e estatísticas para prever sentenças, analisar riscos e apoiar…

1 dia ago

Auditoria jurídica: controle, riscos e conformidade em dados

Auditoria jurídica: entenda como o controle interno e o monitoramento de dados garantem conformidade e…

1 dia ago

Imposto Seletivo: 7 erros que podem reduzir sua margem em 2027

Descubra os erros na gestão do Imposto Seletivo que reduzem margens e impactam custos em…

3 dias ago

Reforma do Código Civil: desafios e gestão no contencioso de massa

Entenda os desafios da reforma do Código Civil no contencioso de massa e a gestão…

1 semana ago

Direito de arrependimento no e-commerce: limites e obrigações jurídicas

Entenda os limites e obrigações no direito de arrependimento no e-commerce, garantindo segurança e transparência…

1 semana ago